sábado, 27 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um homem em seu caminho

obs.:aqui onde estou nao ha acentos, entao uso "eh"


Um homem, um dia.

Um homem.

Um dia.

Um dia um homem sobe um morro.

Um dia um homem sobe um morro para ver

O homem segue o caminho, morro acima,

E vai subindo, e vai subindo

Subindo, subindo, subiu!

Um dia um homem sobe um morro para ver o horizonte e da de cara com o por do sol.

Nao eh um por do sol, eh o por do sol.

eh o por do sol porque naquele momento, naquele morro, praquele homem,

Aquele por do sol eh tudo. eh O por do sol (com o maiusculo).

Na verdade o sol ja se pos, mas ainda eh o por do sol.

O horizonte, de cabo a rabo esta tingido das mais quentes cores

Vermelho, laranja, amarelo, FOGO!!!

O horizonte esta em fogo. Nao esta em chamas porque nao ha chamas. So fogo.

Mas eh so o horizonte que esta em fogo.

O ceu vai subindo em tracos e rasgos de um violeta tao roxo que eh quase azul.

Tracos e rasgos para cada lado. Azul? Roxo? Violeta? UAU!

E o ceu vai subindo e fica.

Fica ceu. So ceu. Nada mais.

Um ceu puro, limpo, do azul mais profundo.

Nao escuro. Profundo. Profundo tem a ver com escuro mas nao eh.

Profundo tem profundidade. E que profundo este ceu deste azul.

E la esta o homem em cima do morro olhando o majestosamente esplendido

Por do sol em vermelho, amarelo e laranja gritantes

Em roxo, azul e violeta fluentes

E azul.

E o homem.

E o homem se esquece.

O homem esta.

Ali.

Ali esta o homem esquecido de tudo.

Simplesmente ali.

E o homem se enche de alegria e transborda num louco sentimento que mistura.

Louco e sereno sentimento que mistura extase e gratidao.

Gratidao pelo sol, pelo por, pelo ceu, pelo horizonte

Pelo roxo, azul, violeta, lilas, vermelho, amarelo, laranja e azul.

Gratidao por ser, estar e esquecer o que nao eh, o que nao esta.

Aqui agora o homem esta cheio, carregado de tudo isso.

E la vai ele, descendo o morro, seguindo seu caminho.

Uma arvore!

O homem ve uma arvore. Imensa e majestosa arvore.

A arvore chama o homem. O homem escuta.

O homem abraca a arvore e esquece.

Esquece o que ja foi.

O homem eh. A Arvore eh. O homem eh a arvore eh.

O homem e a arvore, abracados sao.

Nao! o homem e a arvore nao sao. O homem e a arvore eh. Um .

Eh o homem, eh a arvore, eh Um.

Em gratidao, o homem deixa a arvore.

O homem segue seu caminho.

Em gratidao.

Gratidao.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

África, uma viagem para o caminho interior




"Para ser grande, sê inteiro; nada teu exagera ou exclui."
Fernando Pessoa



Havendo conseguido uma carona de veleiro do Rio de Janeiro para a África do Sul, após 27 dias em alto mar, aportei na Cidade do Cabo com algum dinheiro no bolso e muita vontade de experienciar o que a vida tinha para me apresentar naquele momento.

Quinze meses e várias das experiências mais profundas de minha vida mais tarde, senti o chamado de voltar para o Brasil.

Com o que trouxe na bagagem (fotos, diários de viagem, lembranças), publiquei um livro independente. Desde então, venho fazendo “palestras”, nas quais faço projeções de fotos e compartilho histórias de viagem e reflexões de vida e valores, frutos dessas e outras andanças.



Ao sair da realidade que eu tinha por absoluta, a cada dia, a cada passo, me deparo com um novo universo, totalmente desconhecido: idéias, valores, culturas e tantos outros fatores que me levaram e continuam me levando a uma busca por uma vida com sentido ou, o sentido da vida. O que estou fazendo aqui?

Quais são os meus valores desde dentro, e como os coloco em prática, no dia-a-dia? O que é a vida? Qual o sentido da vida? Que atitudes tomo, em meu dia-a-dia, que refletem o que sinto e penso?

Esta minha ida à África iniciou um processo em minha vida, no qual comecei a direcionar minhas buscas cada vez mais para dentro, conectando com meu ser interior, em busca de valores a partir da essência. E essa busca interior foi abrindo portas para conexões com pessoas, valores, eventos e outros aspectos que ajudaram e continuam ajudando na conexão comigo mesmo e com o todo.



Compartilhemos idéias, experiências, conhecimento e momentos que possam nos ajudar em nossa caminhada, na busca e prática de uma vida mais harmoniosa com o todo (os que estão à nossa volta, a natureza, o planeta e nós mesmos - enfim, todos os Seres).

A proposta em si é uma semente germinando, e todos os presentes no evento, o solo fértil buscando dar as condições ideais para seu pleno desenvolvimento.

com amor e gratidão
Thomas

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

CARTA DA TERRA

Você conhece a CARTA DA TERRA? NÃO????

Este é um documento básico essencial para todo e qualquer um neste planeta nos dias de hoje. É um absurdo viver hoje em dia e nao conhecer esta CARTA. Claro que há exceções, como os seres que não tem acesso a estas informações, e é por isto mesmo que cada um de nós tem o dever de conhecer e difundir ao máximo a tal CARTA DA TERRA.

Tá bom, eu confesso: só hoje passei a conhecer a CARTA DA TERRA, e me pergunto como é possível não have-la conhecido antes.

Aos que ja conheciam, perdoem meu atraso. De qualquer maneira, o mais importante é encontrar maneiras de aplicá-la cada vez mais no dia-a-dia.

chega de lero-lero, aí vai a CARTA DA TERRA e alguns links diretamente relacionados:

CARTA DA TERRA (doc): www.mma.gov.br/estruturas/agenda21/_arquivos/carta_terra.doc

CARTA DA TERRA (video): http://www.youtube.com/watch?v=GaWqa3ftQrs

GUIA DE AÇÃO: http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/action_guide.html

Ah, aproveitem para divulgar!

com amor
Thomas

Acorda!

Desperta desse sono profundo

para de te sedar com a droga
do sistema

Larga esse papel de vítima

Levanta
e caminha para onde teu Coração te levar

Mergulha no Silêncio
e observa a perfeição da vida

Liberta a culpa
e dá espaço ao Amor

incondicional

Acorda! Você está aqui.

OS FILHOS DO MUNDO

recentemente resgatei este texto escrito por Julia, na época, aluna de jornalismo da Unidavi- Rio do Sul-SC. Decidi posta-lo aqui porque acredito que pode inspirar outros, assim como inspira a mim.


Abertura da apresentação

Eu queria ser um deles. Não precisava ser os dois, apenas um, mas com qualidade no plural como eles.
Gostaria de arrumar minha bagagem, com poucas roupas, mas com muita coragem e determinação...
Desejaria como as aves migratórias, viajar para onde a estação estiver chamando, pegar o mapa do mundo e dizer: É pra lá que eu vou!!!
Queria poder andar pelo vento, sentir a chuva, a poeira da estrada, o sol.
Gostaria de me despedir dos laços fraternos que me prendem nesta vida que levo, dar adeus a minha conta bancária, ao meu cartão ponto e esquecer a minha cama confortável e o meu chuveiro quentinho...
Queria me despir das regras, do salto alto, das etiquetas e dos compromissos....
Ó vida! Quanto mundo, quantas terras, quantas gentes existem fora da minha cela...
Gostaria de me despedir também do relógio, este inimigo voraz que pulsa ininterruptamente dentro de mim, dentro da cabeça de tanta gente.
Parece utopia querer ser assim, um ser simples e mágico, diferente, desligado do materialismo que nos consome...Porém não é impossível...
Hoje senti meu coração bater mais forte e ele me dizia: ainda podes ser livre assim como estes dois garotos lindos, com cabelos compridos e cacheados, olhar hipnotizante e voz suave que transmitem a paz.
Assim, em harmonia com a vida, são os seres Thomas Bisinger e Ricardo Casarini. Os dois, que são fotógrafos, montaram o projeto “O Sul do Mundo”, um filminho de aproximadamente 10 minutos feito apenas de imagens do Sul da África e da América.

Um pegou carona num veleiro ruma à África, o outro, junto a um grupo de Hare Christna chegou no Chile.
Thomas percorreu alguns caminhos da África onde captou belas paisagens naturais e as expressões de um povo sofrido.
Ricardo visitou o Sul da América, clicou os costumes, as crenças e a garra de um povo que luta pela igualdade. Viu e registrou de perto os rostos excluídos e maltratados pela própria vida.
Diferente das imagens que estamos acostumados a assistir pela grande mídia, eles nos mostram, como estes povos, tão distantes, possuem fortes semelhanças, até mesmo aos nossos problemas.
Impressiona como as pessoas fotografadas na África são mais sorridentes do que os latinos, conhecidos como gente festeira. Thomas também ficou surpreso com a alegria dos africanos e disse “o sorriso deles, vem de dentro”.
Para Ricardo, os latinos são mais guerreiros, revoltados com a situação política e social do país em que vivem, “eles realmente lutam por seus direitos”, declarou. É incrível constatar que continentes distintos entre si possuam o mesmo problema: a desigualdade social.
Com a mostra deste fabuloso projeto, percebi que o jornalista não é só aquele que “engomadinho” coloca-se em frente às câmeras e faz pose de estrela. Jornalista não é só aquele que faz um lide perfeito num jornal, mas é aquele que com muita sensibilidade escreve uma bela matéria sobre o olhar oprimido do próximo. Jornalista é aquele que transforma valores, preconceitos, palavras, sons e imagens em ensinamentos e aprendizados.

Os meninos encantando a platéia com suas histórias...
Com tudo isto que vi e que talvez um dia eu possa praticar também, desejo do fundo do coração que o Thomas e o Ricardo consigam seguir viagem pela longa estrada da vida, registrando mais e outros olhares, sentimentos, paisagens e iluminando o horizonte daqueles que o assistem.
Todos àqueles que esqueceram como é o cheiro da terra molhada, o gostinho do banho tomado no rio, o frescor da cachoeira e não lembram que a vida não se resume a posses e bens... Para estes que não sabem como é a forma da liberdade, aquela que transforma, indico O Sul do Mundo, de Ricardo Casarini e Thomas Bisinger...Deixe a vida te levar!!!

Júlia Maria de Borba

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Caminhos da África

PUBLICADO NO SITE DA REVITSA TRIP- 15.04.2009 | Texto por Marília Kodic
http://revistatrip.uol.com.br/exclusivas/caminhos-da-Africa.html
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Com apenas trocados no bolso, Thomas Bisinger retrata suas memórias do Continente Negro


Quando surgiu a oportunidade de ir pra África do Sul num veleiro, com apenas R$600 no bolso, Thomas Paul Bisinger, 30, fotógrafo, não hesitou. Começava então a história de 14 meses que deu origem a seu primeiro livro, Minhas Memórias de África. Uma viagem pelo caminho interior”. Após uma difícil travessia de barco que durou 27 dias, com direito a enjôos e cheiro de mofo marinho na cabine, Thomas chegava ao início do que seria uma das experiências mais enriquecedores de sua vida.

Trabalhando como guia turístico em expedições que saíam da cidade do Cabo, ganhando pouco e gastando menos ainda, conheceu o que diz ser o ambiente mais impressionante de toda a sua vida: Deadvlei, na Namíbia. “A região é tao quente e isolada que não há nenhuma forma de vida que destrua a madeira das árvores mortas. Assim, elas ficam intactas por milhares de anos. A sensação é como se o tempo tivesse parado. Calma. Imobilidade. Morte. Mas não uma morte como costumamos vê-la, negativamente. É uma morte tranqüila, um silêncio profundo”.

Com uma enorme vontade de estar junto ao povo africano, o que o trabalho de guia não supria, foi então a Camphill, onde realizou trabalhos voluntários para uma comunidade antroposófica que cuida de pessoas com necessidades especiais: “Fui lá achando que ia ajudar e não demorou muito pra perceber que foi o contrário: por mais que eu tenha ajudado, sei que recebi muito mais do que dei”. Partiu depois para Botsuana, onde participou de uma ONG e conviveu junto aos bosquímanos. Lá, narra o processo intenso e profundo pelo qual passou, relatando a frustração sentida pelas dificuldades causadas pelas barreiras culturais.

Foi então que se deu, segundo Thomas, um dos momentos mais marcantes da viagem: o acampamento no deserto do Kalahari com os bosquímanos. Numa espécie de workshop, os mais velhos ensinavam aos mais novos sua cultura ancestral de coletores. “O acampamento é uma experiência incrível. É muito bom ver esse povo tão feliz e tão à vontade. Trabalham duro durante o dia, caminhando longas distâncias em diferentes grupos para coletar o máximo de moramas [castanhas da região] possível. () Ao pôr-do-sol a mesma história: todos descascando, separando, assando, cozinhando, cantando, comendo, dançando e dando muitas risadas.”

A miscigenação de culturas, fonte de motivação de Thomas e fio condutor do livro, fica clara no encontro com o povo de Botsuana. “A barreira invisível ainda está lá, mas eles me acolheram, compartilhando sua comida, sua cultura, sua alegria. Durante todo o fim de semana eu me senti como se estivesse num filme. Um filme do qual não faço parte. Mas estou lá, assistindo de dentro da tela”.

Depois de passar um mês em Moçambique, “curtindo cultura, comida e praias deliciosas”, sentiu finalmente o chamado de voltar pra casa. Com a passagem de avião paga pelo dono do barco que o levou, simbolizando o fim de um ciclo, Thomas finalmente encerrava a viagem – “com a certeza de um dia voltar, quando a Mãe África chamar de novo”. E se ele recomenda este tipo de viagem? “SIM!”, exclama. “Chamo isso de universidade da vida. Você vai lá, se joga, e confia! Esse é o segredo. Quando a gente faz isso, tudo flui. A gente tem medo do que não conhece. Mas, quando a gente transcende esse medo e se joga, aí os milagres acontecem”.