Once upon a time there was a man. He grew up in a big city, in a pretty normal family, with a pretty normal life. He went to school, played with his friends, fought with his brothers and didn’t like to do his homework. Nothing so far from normal.
But as he finished school and started to have to make his own decisions for life, things got a bit out of what we call normal. While his friends were choosing their careers and whatever else they wanted for their lives, he didn’t really know what he wanted to do. He knew one thing alright: he knew he wanted to get out there and see the world. But being a normal person in a normal city, having a normal family, to do that, he would have to have a normal life with a normal job so that he could, if he was lucky, go once in a while to see bits and pieces of his or other countries of the world he lives in.
For him, this normal way of life seemed all too weird. So he decided he would do things his own way, not really knowing what he was getting himself into.
Living in this normal world, if you do things that are not normal, people will think you are strange and that there’s something wrong with it. And besides, it can be very hard to do not normal things in a normal world. But he didn’t care and he just went on with his plans to follow this strange feeling he had deep inside.
And so he found ways to get around and see the world and do his thing. Of course, he had to go somewhere in between normal and his own way because, after all, he still was in this normal world with normal people and normal ways of doing things. So he went around doing what he had to do to follow his dreams – being normal and something else at the same time.
At times more normal, and other times just himself, sometimes it was really easy. But other times it was really hard. He would get lost, confused and sometimes even sucked in the normal way of being, which at times made him feel really sad. But that thing, that deep feeling he had inside was so strong that it just made him keep going and along the way, this man met more and more people like him. People who couldn’t just be normal simply because everyone else is.
Along the way he also learnt magic things that would help him doing what he had to do. It turned out that one of the most powerful magic things he learnt was also one of the simplest. It is so simple it can be expressed in just one word: gratitude. But actually, the most effective way of using this magic is not even using one word. All it takes is to feel it. Simply by concentrating and feeling gratitude for all that is.
The man noticed that the more he used this magic, the more powerful it would get. So he just connected with that feeling from the smallest, simplest to the greatest things in his life. And he learnt that if he used this magic of simply feeling gratitude for things he didn’t like in his life, that’s when the magic would surprise him, seeming more like a miracle. So whenever he was having a hard time to get what he wanted or if things he didn’t like were happening to him, or if he was just feeling bad or sad – if, in those difficult moments, he managed to connect with that feeling of gratitude inside himself, feeling it in his whole body, his whole being, the magic would be so amazing, so strong, so effective that things would start changing and flowing just as they are meant to be.
He then understood that to feel grateful is to accept that everything is perfect, even when it doesn’t seem to be. And when you accept that everything is perfect, that’s what you get.
In (perfect) gratitude
uma viagem acronológica multilingue através de pALAVRAS e iMAGENS de minhas andanças por este mundo
quarta-feira, 17 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Um homem em seu caminho
obs.:aqui onde estou nao ha acentos, entao uso "eh"
Um homem, um dia.
Um homem.
Um dia.
Um dia um homem sobe um morro.
Um dia um homem sobe um morro para ver
O homem segue o caminho, morro acima,
E vai subindo, e vai subindo
Subindo, subindo, subiu!
Um dia um homem sobe um morro para ver o horizonte e da de cara com o por do sol.
Nao eh um por do sol, eh o por do sol.
eh o por do sol porque naquele momento, naquele morro, praquele homem,
Aquele por do sol eh tudo. eh O por do sol (com o maiusculo).
Na verdade o sol ja se pos, mas ainda eh o por do sol.
O horizonte, de cabo a rabo esta tingido das mais quentes cores
Vermelho, laranja, amarelo, FOGO!!!
O horizonte esta em fogo. Nao esta em chamas porque nao ha chamas. So fogo.
Mas eh so o horizonte que esta em fogo.
O ceu vai subindo em tracos e rasgos de um violeta tao roxo que eh quase azul.
Tracos e rasgos para cada lado. Azul? Roxo? Violeta? UAU!
E o ceu vai subindo e fica.
Fica ceu. So ceu. Nada mais.
Um ceu puro, limpo, do azul mais profundo.
Nao escuro. Profundo. Profundo tem a ver com escuro mas nao eh.
Profundo tem profundidade. E que profundo este ceu deste azul.
E la esta o homem em cima do morro olhando o majestosamente esplendido
Por do sol em vermelho, amarelo e laranja gritantes
Em roxo, azul e violeta fluentes
E azul.
E o homem.
E o homem se esquece.
O homem esta.
Ali.
Ali esta o homem esquecido de tudo.
Simplesmente ali.
E o homem se enche de alegria e transborda num louco sentimento que mistura.
Louco e sereno sentimento que mistura extase e gratidao.
Gratidao pelo sol, pelo por, pelo ceu, pelo horizonte
Pelo roxo, azul, violeta, lilas, vermelho, amarelo, laranja e azul.
Gratidao por ser, estar e esquecer o que nao eh, o que nao esta.
Aqui agora o homem esta cheio, carregado de tudo isso.
E la vai ele, descendo o morro, seguindo seu caminho.
Uma arvore!
O homem ve uma arvore. Imensa e majestosa arvore.
A arvore chama o homem. O homem escuta.
O homem abraca a arvore e esquece.
Esquece o que ja foi.
O homem eh. A Arvore eh. O homem eh a arvore eh.
O homem e a arvore, abracados sao.
Nao! o homem e a arvore nao sao. O homem e a arvore eh. Um .
Eh o homem, eh a arvore, eh Um.
Em gratidao, o homem deixa a arvore.
O homem segue seu caminho.
Em gratidao.
Gratidao.
Um homem, um dia.
Um homem.
Um dia.
Um dia um homem sobe um morro.
Um dia um homem sobe um morro para ver
O homem segue o caminho, morro acima,
E vai subindo, e vai subindo
Subindo, subindo, subiu!
Um dia um homem sobe um morro para ver o horizonte e da de cara com o por do sol.
Nao eh um por do sol, eh o por do sol.
eh o por do sol porque naquele momento, naquele morro, praquele homem,
Aquele por do sol eh tudo. eh O por do sol (com o maiusculo).
Na verdade o sol ja se pos, mas ainda eh o por do sol.
O horizonte, de cabo a rabo esta tingido das mais quentes cores
Vermelho, laranja, amarelo, FOGO!!!
O horizonte esta em fogo. Nao esta em chamas porque nao ha chamas. So fogo.
Mas eh so o horizonte que esta em fogo.
O ceu vai subindo em tracos e rasgos de um violeta tao roxo que eh quase azul.
Tracos e rasgos para cada lado. Azul? Roxo? Violeta? UAU!
E o ceu vai subindo e fica.
Fica ceu. So ceu. Nada mais.
Um ceu puro, limpo, do azul mais profundo.
Nao escuro. Profundo. Profundo tem a ver com escuro mas nao eh.
Profundo tem profundidade. E que profundo este ceu deste azul.
E la esta o homem em cima do morro olhando o majestosamente esplendido
Por do sol em vermelho, amarelo e laranja gritantes
Em roxo, azul e violeta fluentes
E azul.
E o homem.
E o homem se esquece.
O homem esta.
Ali.
Ali esta o homem esquecido de tudo.
Simplesmente ali.
E o homem se enche de alegria e transborda num louco sentimento que mistura.
Louco e sereno sentimento que mistura extase e gratidao.
Gratidao pelo sol, pelo por, pelo ceu, pelo horizonte
Pelo roxo, azul, violeta, lilas, vermelho, amarelo, laranja e azul.
Gratidao por ser, estar e esquecer o que nao eh, o que nao esta.
Aqui agora o homem esta cheio, carregado de tudo isso.
E la vai ele, descendo o morro, seguindo seu caminho.
Uma arvore!
O homem ve uma arvore. Imensa e majestosa arvore.
A arvore chama o homem. O homem escuta.
O homem abraca a arvore e esquece.
Esquece o que ja foi.
O homem eh. A Arvore eh. O homem eh a arvore eh.
O homem e a arvore, abracados sao.
Nao! o homem e a arvore nao sao. O homem e a arvore eh. Um .
Eh o homem, eh a arvore, eh Um.
Em gratidao, o homem deixa a arvore.
O homem segue seu caminho.
Em gratidao.
Gratidao.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
África, uma viagem para o caminho interior

"Para ser grande, sê inteiro; nada teu exagera ou exclui."
Fernando Pessoa
Havendo conseguido uma carona de veleiro do Rio de Janeiro para a África do Sul, após 27 dias em alto mar, aportei na Cidade do Cabo com algum dinheiro no bolso e muita vontade de experienciar o que a vida tinha para me apresentar naquele momento.
Quinze meses e várias das experiências mais profundas de minha vida mais tarde, senti o chamado de voltar para o Brasil.
Com o que trouxe na bagagem (fotos, diários de viagem, lembranças), publiquei um livro independente. Desde então, venho fazendo “palestras”, nas quais faço projeções de fotos e compartilho histórias de viagem e reflexões de vida e valores, frutos dessas e outras andanças.

Ao sair da realidade que eu tinha por absoluta, a cada dia, a cada passo, me deparo com um novo universo, totalmente desconhecido: idéias, valores, culturas e tantos outros fatores que me levaram e continuam me levando a uma busca por uma vida com sentido ou, o sentido da vida. O que estou fazendo aqui?
Quais são os meus valores desde dentro, e como os coloco em prática, no dia-a-dia? O que é a vida? Qual o sentido da vida? Que atitudes tomo, em meu dia-a-dia, que refletem o que sinto e penso?
Esta minha ida à África iniciou um processo em minha vida, no qual comecei a direcionar minhas buscas cada vez mais para dentro, conectando com meu ser interior, em busca de valores a partir da essência. E essa busca interior foi abrindo portas para conexões com pessoas, valores, eventos e outros aspectos que ajudaram e continuam ajudando na conexão comigo mesmo e com o todo.

Compartilhemos idéias, experiências, conhecimento e momentos que possam nos ajudar em nossa caminhada, na busca e prática de uma vida mais harmoniosa com o todo (os que estão à nossa volta, a natureza, o planeta e nós mesmos - enfim, todos os Seres).
A proposta em si é uma semente germinando, e todos os presentes no evento, o solo fértil buscando dar as condições ideais para seu pleno desenvolvimento.
com amor e gratidão
Thomas
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
CARTA DA TERRA
Você conhece a CARTA DA TERRA? NÃO????
Este é um documento básico essencial para todo e qualquer um neste planeta nos dias de hoje. É um absurdo viver hoje em dia e nao conhecer esta CARTA. Claro que há exceções, como os seres que não tem acesso a estas informações, e é por isto mesmo que cada um de nós tem o dever de conhecer e difundir ao máximo a tal CARTA DA TERRA.
Tá bom, eu confesso: só hoje passei a conhecer a CARTA DA TERRA, e me pergunto como é possível não have-la conhecido antes.
Aos que ja conheciam, perdoem meu atraso. De qualquer maneira, o mais importante é encontrar maneiras de aplicá-la cada vez mais no dia-a-dia.
chega de lero-lero, aí vai a CARTA DA TERRA e alguns links diretamente relacionados:
CARTA DA TERRA (doc): www.mma.gov.br/estruturas/agenda21/_arquivos/carta_terra.doc
CARTA DA TERRA (video): http://www.youtube.com/watch?v=GaWqa3ftQrs
GUIA DE AÇÃO: http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/action_guide.html
Ah, aproveitem para divulgar!
com amor
Thomas
Este é um documento básico essencial para todo e qualquer um neste planeta nos dias de hoje. É um absurdo viver hoje em dia e nao conhecer esta CARTA. Claro que há exceções, como os seres que não tem acesso a estas informações, e é por isto mesmo que cada um de nós tem o dever de conhecer e difundir ao máximo a tal CARTA DA TERRA.
Tá bom, eu confesso: só hoje passei a conhecer a CARTA DA TERRA, e me pergunto como é possível não have-la conhecido antes.
Aos que ja conheciam, perdoem meu atraso. De qualquer maneira, o mais importante é encontrar maneiras de aplicá-la cada vez mais no dia-a-dia.
chega de lero-lero, aí vai a CARTA DA TERRA e alguns links diretamente relacionados:
CARTA DA TERRA (doc): www.mma.gov.br/estruturas/agenda21/_arquivos/carta_terra.doc
CARTA DA TERRA (video): http://www.youtube.com/watch?v=GaWqa3ftQrs
GUIA DE AÇÃO: http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/action_guide.html
Ah, aproveitem para divulgar!
com amor
Thomas
Acorda!
Desperta desse sono profundo
para de te sedar com a droga
do sistema
Larga esse papel de vítima
Levanta
e caminha para onde teu Coração te levar
Mergulha no Silêncio
e observa a perfeição da vida
Liberta a culpa
e dá espaço ao Amor
incondicional
Acorda! Você está aqui.
para de te sedar com a droga
do sistema
Larga esse papel de vítima
Levanta
e caminha para onde teu Coração te levar
Mergulha no Silêncio
e observa a perfeição da vida
Liberta a culpa
e dá espaço ao Amor
incondicional
Acorda! Você está aqui.
OS FILHOS DO MUNDO
recentemente resgatei este texto escrito por Julia, na época, aluna de jornalismo da Unidavi- Rio do Sul-SC. Decidi posta-lo aqui porque acredito que pode inspirar outros, assim como inspira a mim.

Abertura da apresentação
Eu queria ser um deles. Não precisava ser os dois, apenas um, mas com qualidade no plural como eles.
Gostaria de arrumar minha bagagem, com poucas roupas, mas com muita coragem e determinação...
Desejaria como as aves migratórias, viajar para onde a estação estiver chamando, pegar o mapa do mundo e dizer: É pra lá que eu vou!!!
Queria poder andar pelo vento, sentir a chuva, a poeira da estrada, o sol.
Gostaria de me despedir dos laços fraternos que me prendem nesta vida que levo, dar adeus a minha conta bancária, ao meu cartão ponto e esquecer a minha cama confortável e o meu chuveiro quentinho...
Queria me despir das regras, do salto alto, das etiquetas e dos compromissos....
Ó vida! Quanto mundo, quantas terras, quantas gentes existem fora da minha cela...
Gostaria de me despedir também do relógio, este inimigo voraz que pulsa ininterruptamente dentro de mim, dentro da cabeça de tanta gente.
Parece utopia querer ser assim, um ser simples e mágico, diferente, desligado do materialismo que nos consome...Porém não é impossível...
Hoje senti meu coração bater mais forte e ele me dizia: ainda podes ser livre assim como estes dois garotos lindos, com cabelos compridos e cacheados, olhar hipnotizante e voz suave que transmitem a paz.
Assim, em harmonia com a vida, são os seres Thomas Bisinger e Ricardo Casarini. Os dois, que são fotógrafos, montaram o projeto “O Sul do Mundo”, um filminho de aproximadamente 10 minutos feito apenas de imagens do Sul da África e da América.
Um pegou carona num veleiro ruma à África, o outro, junto a um grupo de Hare Christna chegou no Chile.
Thomas percorreu alguns caminhos da África onde captou belas paisagens naturais e as expressões de um povo sofrido.
Ricardo visitou o Sul da América, clicou os costumes, as crenças e a garra de um povo que luta pela igualdade. Viu e registrou de perto os rostos excluídos e maltratados pela própria vida.
Diferente das imagens que estamos acostumados a assistir pela grande mídia, eles nos mostram, como estes povos, tão distantes, possuem fortes semelhanças, até mesmo aos nossos problemas.
Impressiona como as pessoas fotografadas na África são mais sorridentes do que os latinos, conhecidos como gente festeira. Thomas também ficou surpreso com a alegria dos africanos e disse “o sorriso deles, vem de dentro”.
Para Ricardo, os latinos são mais guerreiros, revoltados com a situação política e social do país em que vivem, “eles realmente lutam por seus direitos”, declarou. É incrível constatar que continentes distintos entre si possuam o mesmo problema: a desigualdade social.
Com a mostra deste fabuloso projeto, percebi que o jornalista não é só aquele que “engomadinho” coloca-se em frente às câmeras e faz pose de estrela. Jornalista não é só aquele que faz um lide perfeito num jornal, mas é aquele que com muita sensibilidade escreve uma bela matéria sobre o olhar oprimido do próximo. Jornalista é aquele que transforma valores, preconceitos, palavras, sons e imagens em ensinamentos e aprendizados.

Os meninos encantando a platéia com suas histórias...
Com tudo isto que vi e que talvez um dia eu possa praticar também, desejo do fundo do coração que o Thomas e o Ricardo consigam seguir viagem pela longa estrada da vida, registrando mais e outros olhares, sentimentos, paisagens e iluminando o horizonte daqueles que o assistem.
Todos àqueles que esqueceram como é o cheiro da terra molhada, o gostinho do banho tomado no rio, o frescor da cachoeira e não lembram que a vida não se resume a posses e bens... Para estes que não sabem como é a forma da liberdade, aquela que transforma, indico O Sul do Mundo, de Ricardo Casarini e Thomas Bisinger...Deixe a vida te levar!!!
Júlia Maria de Borba
Abertura da apresentação
Eu queria ser um deles. Não precisava ser os dois, apenas um, mas com qualidade no plural como eles.
Gostaria de arrumar minha bagagem, com poucas roupas, mas com muita coragem e determinação...
Desejaria como as aves migratórias, viajar para onde a estação estiver chamando, pegar o mapa do mundo e dizer: É pra lá que eu vou!!!
Queria poder andar pelo vento, sentir a chuva, a poeira da estrada, o sol.
Gostaria de me despedir dos laços fraternos que me prendem nesta vida que levo, dar adeus a minha conta bancária, ao meu cartão ponto e esquecer a minha cama confortável e o meu chuveiro quentinho...
Queria me despir das regras, do salto alto, das etiquetas e dos compromissos....
Ó vida! Quanto mundo, quantas terras, quantas gentes existem fora da minha cela...
Gostaria de me despedir também do relógio, este inimigo voraz que pulsa ininterruptamente dentro de mim, dentro da cabeça de tanta gente.
Parece utopia querer ser assim, um ser simples e mágico, diferente, desligado do materialismo que nos consome...Porém não é impossível...
Hoje senti meu coração bater mais forte e ele me dizia: ainda podes ser livre assim como estes dois garotos lindos, com cabelos compridos e cacheados, olhar hipnotizante e voz suave que transmitem a paz.
Assim, em harmonia com a vida, são os seres Thomas Bisinger e Ricardo Casarini. Os dois, que são fotógrafos, montaram o projeto “O Sul do Mundo”, um filminho de aproximadamente 10 minutos feito apenas de imagens do Sul da África e da América.
Um pegou carona num veleiro ruma à África, o outro, junto a um grupo de Hare Christna chegou no Chile.
Thomas percorreu alguns caminhos da África onde captou belas paisagens naturais e as expressões de um povo sofrido.
Ricardo visitou o Sul da América, clicou os costumes, as crenças e a garra de um povo que luta pela igualdade. Viu e registrou de perto os rostos excluídos e maltratados pela própria vida.
Diferente das imagens que estamos acostumados a assistir pela grande mídia, eles nos mostram, como estes povos, tão distantes, possuem fortes semelhanças, até mesmo aos nossos problemas.
Impressiona como as pessoas fotografadas na África são mais sorridentes do que os latinos, conhecidos como gente festeira. Thomas também ficou surpreso com a alegria dos africanos e disse “o sorriso deles, vem de dentro”.
Para Ricardo, os latinos são mais guerreiros, revoltados com a situação política e social do país em que vivem, “eles realmente lutam por seus direitos”, declarou. É incrível constatar que continentes distintos entre si possuam o mesmo problema: a desigualdade social.
Com a mostra deste fabuloso projeto, percebi que o jornalista não é só aquele que “engomadinho” coloca-se em frente às câmeras e faz pose de estrela. Jornalista não é só aquele que faz um lide perfeito num jornal, mas é aquele que com muita sensibilidade escreve uma bela matéria sobre o olhar oprimido do próximo. Jornalista é aquele que transforma valores, preconceitos, palavras, sons e imagens em ensinamentos e aprendizados.
Os meninos encantando a platéia com suas histórias...
Com tudo isto que vi e que talvez um dia eu possa praticar também, desejo do fundo do coração que o Thomas e o Ricardo consigam seguir viagem pela longa estrada da vida, registrando mais e outros olhares, sentimentos, paisagens e iluminando o horizonte daqueles que o assistem.
Todos àqueles que esqueceram como é o cheiro da terra molhada, o gostinho do banho tomado no rio, o frescor da cachoeira e não lembram que a vida não se resume a posses e bens... Para estes que não sabem como é a forma da liberdade, aquela que transforma, indico O Sul do Mundo, de Ricardo Casarini e Thomas Bisinger...Deixe a vida te levar!!!
Júlia Maria de Borba
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